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	<title>Communicatheo &#187; pessoas</title>
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	<description>En 1984 había mil conexiones de Internet; en 1992 un millón; en 2008: 1,000 millones.</description>
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		<title>Javier Cancino Díaz, Vivendo o Design, Parte 2</title>
		<link>http://communicatheo.com/2009/09/javier-cancino-diaz-vivendo-o-design-parte-2/</link>
		<comments>http://communicatheo.com/2009/09/javier-cancino-diaz-vivendo-o-design-parte-2/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 28 Sep 2009 16:12:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Max (M.Gallo)</dc:creator>
				<category><![CDATA[pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[português]]></category>
		<category><![CDATA[editorial design]]></category>
		<category><![CDATA[guests]]></category>
		<category><![CDATA[interview]]></category>

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		<description><![CDATA[Javier Cancino Díaz, Vivendo o Design, Parte 2. Aprofundando o tema com Javier. É com agrado que publicamos a segunda parte da entrevista com o designer gráfico e professor Javier Cancino. O interesse, de momento, são as diferentes visões sobre a subsistência futura dos livros e de seus derivados, tais como a tipografia plana e rotativa, e os canais de distribuição tradicionais, como são as livrarias. Importante, também, é justificar a oferta académica existente, numa perspectiva social e económica, para os milhares de estudantes de design que entram e se formam, tornando-se os seus conhecimentos praticamente obsoletos face às mudanças das centenas ou milhares de escolas que existem em países (com economias) emergentes ou de 1º mundo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1101" class="wp-caption alignright" style="width: 94px"><em><em><a href="http://communicatheo.com/2009/09/javier-cancino-diaz-viviendo-el-diseno-2a-parte/"><img class="size-full wp-image-1101 " src="http://communicatheo.com/files/2009/08/esp2.jpg" alt="Idioma Original" width="84" height="100" /></a></em></em><p class="wp-caption-text">Idioma Original</p></div>
<div id="attachment_1099" class="wp-caption alignright" style="width: 94px"><em><a href="http://communicatheo.com/2009/09/javier-cancino-diaz-living-the-design-part-2/"><img class="size-full wp-image-1099 " src="http://communicatheo.com/files/2009/08/eng2.jpg" alt="Official Translation" width="84" height="100" /></a></em><p class="wp-caption-text">Official Translation</p></div>
<div id="attachment_585" class="wp-caption alignleft" style="width: 162px"><a href="http://communicatheo.com/files/2009/06/ved190609-01.gif"><img class="size-medium wp-image-585" src="http://communicatheo.com/files/2009/06/ved190609-01-253x300.gif" alt="Javier Cancino Díaz" width="152" height="180" /></a><p class="wp-caption-text">Javier Cancino Díaz</p></div>
<h2>Aprofundando o tema com Javier</h2>
<p>É com agrado que publicamos a segunda parte da entrevista com o designer gráfico e professor Javier Cancino. O interesse, de momento, são as diferentes visões sobre a subsistência futura dos livros e de seus derivados, tais como a tipografia plana e rotativa, e os canais de distribuição tradicionais, como são as livrarias. Importante, também, é justificar a oferta académica existente, numa perspectiva social e económica, para os milhares de estudantes de design que entram e se formam, tornando-se os seus conhecimentos praticamente obsoletos face às mudanças das centenas ou milhares de escolas que existem em países (com economias) emergentes ou de 1º mundo.</p>
<p>&#8212;-</p>
<blockquote><p><em><strong>Vivendo o Design: </strong>A ideia desta seção é abrir um espaço para a diversidade e a mestiçagem de opiniões existentes sobre a vida, perspectivas, opções e o desenvolvimento do design a nível profissional e acadêmico no mundo.</em><em><br />
&#8212;-</em></p></blockquote>
<blockquote><p><em><strong>Max:</strong> Javier, em relação às vertiginosas mudanças que o mundo da tecnologia vive, como vês os seus efeitos no mercado do design, no design em si, e nos clientes? Como vês a mudança dos nossos substratos tradicionais: diga-se, o papel, desde há 10 anos a esta parte; o desafio para quem está neste mercado, para as tipografias e para os mass media em papel. É necessária uma adaptação ou uma especialização? Como vês o futuro de quem se formou há, por exemplo, 3 anos? Ou crês que o processo será mais lento, de forma a acomodar-se na produção? É muita coisa, peço-te que contestes o que entenderes, no contexto.</em><em></em></p></blockquote>
<p><strong>Javier:</strong> Em Janeiro fiz uma viagem à Índia, e no regresso, estive em Zurique, na Suiça, onde uma das coisas que mais me impressionou foi a quantidade de livros que lá se publicam. A sensação que dá é que, ao mesmo tempo que mais aparelhos tecnológicos aparecem, mais livros se publicam. Passamos quase uma vida inteira à frente de um ecrã – seja o computador, a televisão, ou até mesmo os telemóveis. Neste contexto, os livros impressos acabam por ser um alivio. A nossa relação com os livros, pelo menos como o era até hoje, inicia-se quando somos crianças, com o ritual de ler ao deitar, o que acaba por criar também um maravilhoso laço entre pais e filhos. O livro leva-nos a entrar num mundo fantástico, expande a imaginação da criança e dá azo a novas ideias e formas de pensar. <a id="aptureLink_QsOTyhHcwa" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Roger%20Fawcett-Tang">Roger Fawcett-Tang</a> conta-nos que designers como <a id="aptureLink_OjbeAW3mdm" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Bruno%20Munari">Bruno Munari</a> e <a id="aptureLink_kqoIPBbVsQ" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Paul%20Rand">Paul Rand</a> criaram os seus próprios livros infantis. “Apesar de, aparentemente, os jogos de computador e da Playstation, ou os DVD, serem o entretém favorito dos miúdos de hoje, o fenómeno “Harry Potter” demonstrou que estes continuam a gostar muito de ler, e que são capazes de se apaixonar pela leitura como até aqui o faziam”.</p>
<h4>“Apesar de, aparentemente, os jogos de computador e da Playstation, ou os DVD, serem o entretém favorito dos miúdos de hoje, o fenómeno “Harry Potter” demonstrou que estes continuam a gostar muito de ler, e que são capazes de se apaixonar pela leitura como até aqui o faziam”.</h4>
<p>Embrenharmo-nos num livro é um dos maiores prazeres da vida, são parte fundamental das nossas vidas, com eles nos formamos, ilustramos e inspiramos grande parte da nossa existência. A experiência táctil é um prazer que não deve ser subestimado, explico sempre aos meus alunos que, assim que tenham criado o design de um livro, este deixa de ter as suas dimensões próprias, ganhando assim um carácter multidimensional.</p>
<p>É um objecto belo que nos faz crer que, um futuro sem ele, é impensável e pouco provável de acontecer. Quando a televisão apareceu dizia-se que a rádio deixaria de existir, e hoje, não sei o que faríamos, se não pudéssemos ouvir uma boa rádio, quando nos encontramos em plena hora de ponta, entre os chorrilhos de asneiras dos automobilistas. Presentemente, no meu país natal, o Chile, ainda quando há tipografias de excelente qualidade, são sempre muito caras, um factor que reprime alguns projectos. Mas a tua pergunta tem uma segunda parte, sobre o futuro dos designers formados há 3 anos; na minha aula de introdução às oficinas, que apresento nas três universidades onde dou aulas – Universidad Católica, Finis Terrae e Andrés Bello – um dos pontos que menciono, é que, no Chile, se formam milhares de designers, portanto, temos que nos esmerar, tentar ser melhores, procurar a excelência, ir até ao limite.</p>
<p>É uma competição selvática, hoje em dia levantas uma pedra e de lá salta um designer, mas a parte boa disto é que, dos milhares de formados, a maioria fê-lo ao abrigo do conceito das “competências laborais”, e os seus conhecimentos rapidamente se tornam obsoletos. Transformam-se em produtores, ao passo que os meus alunos se preparam para ser gente que pensa nas grandes ideias, aquelas pessoas que recordaremos e que marcarão a diferença, no futuro.</p>
<div id="attachment_1529" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1529" src="http://communicatheo.com/files/2009/09/javier25set09-001.jpg" alt="Detail of a work by Javier" width="500" height="310" /><p class="wp-caption-text">Detalhe de um trabalho do Javier</p></div>
<h5>Embrenharmo-nos num livro é um dos maiores prazeres da vida, são parte fundamental das nossas vidas, com eles nos formamos, ilustramos e inspiramos grande parte da nossa existência. A experiência táctil é um prazer que não deve ser subestimado, explico sempre aos meus alunos que, assim que tenham criado o design de um livro, este deixa de ter as suas dimensões próprias, ganhando assim um carácter multidimensional.</h5>
<blockquote><p><em><strong>Max: </strong>voltemos a um tema anterior. Achas que os licenciados em  design saem das diferentes escolas e institutos como uma oferta distinta ao mercado, ou acaba por se implantar um gene cultural representativo do designer chileno?</em></p></blockquote>
<p>Mmm&#8230;! Retomando as palavras de Tejeda, “as universidades têm grande interesse em saber exactamente a que conclusão, a que sítio vamos chegar depois de estudar design. É como se o mais importante fosse demonstrar a própria productividade”. Aqui mudo um pouco as suas palavras, e digo que é uma ordenação horrorosa que destrói a criatividade à nascença. Um sistema industrial, científico, onde a contabilidade é indispensável, e a criação um detalhe menor. As escolas estão mais preocupadas com aquilo a que chamam de “competências laborais”.</p>
<p>Definitivamente, estão a fazer crer aos estudantes que são uma espécie de agências de emprego, e não um sítio onde vão para adquirir conhecimentos. Para mim, o design gráfico, e provavelmente, a arquitectura, são carreiras vocacionais; e pelo menos no Chile, trabalhar nestas àreas torna-se cada vez mais difícil, e o espaço para o seu desenvolvimento, cada vez mais escasso. Portanto aqui não creio que as escolas estejam a proporcionar ao mercado diferença alguma, creio que os miúdos estão cada vez mais a seguir o seu próprio caminho, formando colectivos ou fazendo trabalhos um pouco mais alternativos, às vezes vistos como um pouco insuspeitos. Sou bastante criticado pela minha postura “de ruptura” entre os que vejo como mais anacrónicos. Muitas vezes digo que há que levar o problema ao limite, ainda que se fracasse no intuito, mas é nisso que os académicos mais jovens me apreciam, ou os que me conhecem melhor, e entretêm-se com esta aposta.</p>
<p style="padding-left: 30px"><em><strong>Max:</strong> Indo agora um pouco mais longe na tua visão sobre as matérias que ensinas, e o modo como com estas te relacionas; referiste-te na primeira parte da entrevista ao professor Tejeda, à importância de experimentar e ensaiar, e ao valor do conceito em si. Poderias desenvolver a tua ideia, no que à importância do conceito no design diz respeito?</em></p>
<p><em><strong>Javier:</strong> Como disse no início, “ensaiar é o importante”. Com este processo, podemos observar e gerar um conceito, ou uma ideia. Um conceito é uma unidade cognitiva de significado, uma ideia abstracta ou mental que, às vezes, se define como uma “unidade de conhecimento”.</em></p>
<p><em>Os conceitos são construções ou imagens mentais, através das quais compreendemos as experiências que emergem da interacção com aquilo que nos rodeia, ao integrá-las em classes ou categorias relacionadas com os nossos conhecimentos prévios.</em></p>
<p><em>A formação do conceito está estreitamente ligada ao contexto; isto significa que todos os elementos, linguagem e cultura incluidas, e a informação apreendida pelos sentidos, que seja acessível no momento que que uma pessoa constrói o conceito de algo ou de alguém, influem na concepção. O conhecimento da experiência é sempre concreto, faz referência a uma coisa, a uma situação ou a algo que é único e irrepetível; a experiência em si, é sempre subjectiva.</em></p>
<p><em>A palavra “conceito” vem do latim “conceptum”, e este (termo), do verbo “concipere”, que significa &#8220;conceber&#8221;. “Concipere” deriva de “capere”, ou seja, de agarrar ou capturar algo. Conceber é unir duas (ou mais) entidades, de forma a que se crie uma terceira, distinta das anteriores.</em></p>
<p><em>Uma ideia (do grego ἰδέα, “de eidon”-“eu vi”) é uma imagem que existe ou que se forma na mente. A capacidade humana de contemplar ideias está associada à capacidade de raciocínio, de auto-reflexão, à criatividade e à habilidade da aquisição e aplicação do intelecto. As ideias dão lugar a conceitos, os quais são a base de qualquer tipo de conhecimento, tanto científico como filosófico. A ideia é equiparável a um conceito, pois ambas têm um significado.</em></p>
<div id="attachment_1530" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><em><img class="size-full wp-image-1530 " src="http://communicatheo.com/files/2009/09/javier25set09-002.jpg" alt="Another work that demonstrate the special concern of Javier combining typography and white space -Contraforma- essential elements of a page layout." width="500" height="360" /></em><p class="wp-caption-text">Outro trabalho onde fica em evidencia a preocupação especial de Javier ao combinar elementos como a tipografía e as contraformas, elementos essenciaies no layout de página.</p></div>
<p style="padding-left: 30px"><em><em><strong>Max:</strong> No teu percurso como designer, houve alguém ou algo que influenciasse os teus trabalhos? – Escolas, designers, estilos que te tenham servido de referências, estímulos ou guias?</em></em></p>
<p><em><strong>Javier:</strong> Sim, claro. Primeiramente, na Escola de Arquitectura e Design da Universidade Católica de Valparaíso. Encanta-me também a obra de <strong>Stefan Sagmeister, Experimental Jetset, Wearebuild, Anthony Burrill, Banksy, Marian Bantjes, David Földvári, Vince Frost, Erik Spiekermann, Pentagram</strong>, os movimentos culturais, como o<a id="aptureLink_mitdUZbmRp" href="http://en.wikipedia.org/wiki/List%20of%20Dadaists"> Dadaísmo</a>, o <a id="aptureLink_kis9hErqJd" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Surrealist%20Manifesto">Surrealismo</a>, os (mal designados) poetas malditos, que foram os Simbolistas, o estudo de muitos e variados tipógrafos e/ou autores de livros que tratam não só de design e tipografia, mas também do seu uso; outra referência bastante actual é a revista “<a id="aptureLink_Cl2mp8wCxq" href="http://idnworld.com/mags/">IdN</a>”, que nos põe a par de todo o tipo de formas que o design gráfico vai tomando, nas mais distintas àreas onde podemos intervir, a revista “Adbusters”&#8230; Na verdade, estou constantemente à procura, pesquisando livros e vendo novos sítios na Web de jovens designers. Devo também mencionar alguns músicos, que, de certa forma, também tiveram a sua influência no meu modo de trabalhar, tipos como o Peter Gabriel, Philip Glass, Bob Dylan, Miles Davis, Jack Johnson&#8230; e “alimento-me” também na “Fauna”, o colectivo ao qual pertenço, e nos meus alunos, que são quem mais me estimula, no exercer do ofício.</em></p>
<p style="text-align: center"><em>&#8212;&#8211; Fim da entrevista&#8212;&#8211;</em></p>
<blockquote><p><em><strong>Communicatheo recomenda:</strong></em></p>
<p><em><a title="Javier Cancino Díaz, Vivendo o Design – 1a. Parte" href="http://communicatheo.com/2009/06/javier-cancino-diaz-vivendo-o-design-1a-parte/">Javier Cancino Díaz, Vivendo o Design – 1a. Parte</a></em></p></blockquote>
<blockquote>
<p style="text-align: left"><em>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</em></p>
<p style="text-align: left"><em>Volunteer translation by <strong>Gonçalo M. Marques</strong></em></p>
<p style="text-align: left"><em><strong>Gonçalo M. Marques</strong> currently attends the University of Coimbra in Portugal and will graduate in Foreign Languages (English/Spanish) next summer 2010. He plans on pursuing a master´s degree in Translation. If you want to contact him for work, please write to: <strong>goncalommarques@hotmail.com</strong></em></p>
<p style="text-align: left"><em>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</em></p>
</blockquote>
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		<item>
		<title>Eduardo Cuducos, Vivendo o Design</title>
		<link>http://communicatheo.com/2009/07/eduardo-cuducos-vivendo-o-design/</link>
		<comments>http://communicatheo.com/2009/07/eduardo-cuducos-vivendo-o-design/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2009 09:00:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Max (M.Gallo)</dc:creator>
				<category><![CDATA[pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[português]]></category>
		<category><![CDATA[anthropology]]></category>
		<category><![CDATA[graphic design]]></category>
		<category><![CDATA[guests]]></category>
		<category><![CDATA[interview]]></category>
		<category><![CDATA[sociology]]></category>
		<category><![CDATA[webdesign]]></category>

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		<description><![CDATA[Vivendo o Design: Nesta oportunidade temos Eduardo "Cuducos" Gonçalves (mais conhecido como Cuducos), designer gráfico e mestrando em sociologia politica, da Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC, Florianópolis, Brasil. A ideia desta seção é abrir um espaço para a diversidade e a mestiçagem de opiniões existentes sobre a vida, perspectivas, opções e o desenvolvimento do design a nível profissional e acadêmico no mundo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_705" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-full wp-image-705" src="http://communicatheo.com/files/2009/07/eduardo.jpg" alt="Eduardo Gonçalves (Cuducos)" width="300" height="400" /><p class="wp-caption-text">Eduardo &quot;Cuducos&quot; Gonçalves, designer gráfico e mestrando em sociologia política. Foto: Mabel Lazzarin.</p></div>
<p><em>Vivendo o Design: A ideia desta seção é abrir um espaço para a diversidade e a mestiçagem de opiniões existentes sobre a vida, perspectivas, opções e o desenvolvimento do design a nível profissional e acadêmico no mundo.</em><br />
<em>Nesta oportunidade temos <strong> <a title="Blog pessoal do Cuducos" href="http://meiaduzia.com.br/cultura/cuducos">Eduardo &#8220;Cuducos&#8221; Gonçalves</a> </strong>(mais conhecido como <strong>Cuducos</strong>), designer gráfico e mestrando em sociologia politica, da </em><a id="aptureLink_8DOrO4bhw8" href="http://maps.google.com/maps?om=0&amp;iwloc=addr&amp;f=q&amp;ll=-27.6017291%2C-48.5226192&amp;hl=en&amp;z=16&amp;ie=UTF8">Universidade Federal de Santa Catarina</a> &#8211; <a title="Universidade Federal de Santa Catarina" href="http://ufsc.br">UFSC</a><em>, Florianópolis, Brasil.</em><br />
—-</p>
<blockquote><p><strong>Max: </strong>Referente ao design, você se lembra de quando falou: “isto é o que eu quero fazer na minha vida” e o porquê? O que lhe atraiu? Qual foi a sua motivação?</p></blockquote>
<p><strong>Cuducos:</strong> Eu descobri o design a partir do meu gosto por internet, especialmente por fazer sites. Eu era bem jovem e já gostava de brincar de HTML. Eu também me envolvi com um pequeno jornal nessa época e conheci um pouco do processo de impressão, editoração e outras coisas envolvidas na produção de um impresso. Chegando o momento de entrar ao ensino superior resolvi descobrir qual o profissional que se ocupava disso. Grosso modo, foi assim que descobri a existência do design.</p>
<blockquote><p><strong>Max:</strong> Eduardo, segundo a sua opinião, ao quê se deve dar importância na formação de um designer em um contexto onde as mudanças são cada vez mais rápidas?<strong></strong></p></blockquote>
<p><strong></strong></p>
<div id="attachment_716" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><strong><a href="http://www.flickr.com/photos/cuducos/1546100564/"><strong><img class="size-thumbnail wp-image-716" src="http://communicatheo.com/files/2009/07/vod150709-01-150x150.jpg" alt="Protesto dos estudantes do Dámaso Antonio Larrañaga na Avenida Centenario " width="150" height="150" /></strong></a></strong><p class="wp-caption-text">&quot;Transeuntes ao redor do Estadio Centenario, Montevidéu&quot;. Uruguai. Por Eduardo. </p></div>
<p><strong>Cuducos: </strong>O designer tem uma importância, na esfera produtiva, que complementa diversas outras atividades, dos mais variados ramos, de muitos outros profissionais. Se pensarmos em um produto, um carro, por exemplo: ele pode ter, como se vê muito na publicidade, um “novo design”, um “design arrojado”; mas por trás disso temos normalmente um trabalho soberbo dos profissionais de uma área mais técnica, de uma equipe de engenheiros, por exemplo. Ainda no mesmo exemplo, normalmente existe um outro trabalho gigantesco de diversos profissionais das ciências humanas: antropólogos, sociólogos, psicólogos que estudam tendências e propõem conceitos para o desenvolvimento do produto. E isso vale para a maior parte do que se produz em design. Então a importância do designer tem que estar ligada a isso, ou seja, ao o que ele tem que esses outros profissionais não têm. Um programador pode fazer sites muito avançados, um antropólogo pode compreender os valores de um dado grupo como ninguém; mas nenhum deles consegue juntar essas compreensões (vontades, desejos, necessidades) dos seres humanos e transformá-las em projetos viáveis. Ao pé da letra é claro que isso é uma grande mentira, mas é nesse ponto que consigo vislumbrar a grande importância do designer, é a única tarefa que ele faz de maneira diferenciada em relação aos outros profissionais.</p>
<h5>Um programador pode fazer sites muito avançados, um antropólogo pode compreender os valores de um dado grupo como ninguém; mas nenhum deles consegue juntar essas compreensões (vontades, desejos, necessidades) dos seres humanos e transformá-las em projetos viáveis.</h5>
<blockquote><p><strong>Max: </strong>Tomar o rumo das ciências sociais, em particular da sociologia foi pelo anseio de crescimento pessoal, pela procura de uma conceituação mais integral e comprometida nos seus trabalhos ou por algum outro motivo?</p></blockquote>
<p><strong>Cuducos:</strong> Diria que por outro motivo. Ao longo da graduação percebi que não me atraia tanto pelo design, pois não gostava tanto de criar objetos. Por outro lado percebi que me atraia por pensar na forma como as pessoas utilizavam os objetos, ou seja, como os escolhiam, como os valorizavam, como se produzia etc. Só então percebi que o meu lugar não era tanto no design, vi que eu tinha um pé nas ciências sociais – afinal, o meu foco era mais a relação das pessoas com os objetos, e não um olhar voltado para a criação desses objetos .</p>
<blockquote><p><strong>Max:</strong> Mas no futuro, como sociólogo, como você imagina que poderá aportar para a sociedade e os clientes? Por exemplo: um sociólogo com visão de designer, na academia ou na pesquisa, ou até na procura de um novo âmbito para o design?</p></blockquote>
<p><strong></strong></p>
<div id="attachment_717" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><strong><strong><a href="http://www.flickr.com/photos/cuducos/1062977968/"><img class="size-thumbnail wp-image-717" src="http://communicatheo.com/files/2009/07/vod150709-02-150x150.jpg" alt="BsAs #20" width="150" height="150" /></a></strong></strong><p class="wp-caption-text">&quot;Pátio da FADU/UBA&quot;. Buenos Aires, Argentina. Por Eduardo.</p></div>
<p><strong>Cuducos: </strong>Em primeiro lugar, me vejo, no futuro, como um sociólogo – talvez como um sociólogo com uma melhor compreensão dos assuntos relacionados ao design. Em segundo lugar, meu objetivo é permanecer em atividades intrinsecamente relacionadas à pesquisa. Logo, não consigo conceber, nesses meus planos, nem clientes nem âmbitos em design. Penso em objetos e problemas de pesquisa, penso no mundo em que vivemos hoje, em como as pessoas estabelecem suas relações sociais. Isso quer dizer que devo me focar em estudar, interpretar, compreender a própria sociedade, a cultura, etc. Nisso não vejo nenhum objetivo relacionado ao design – ao menos de minha parte. Mas é claro que tenho a ambição de que esses estudos sejam lidos por designers, para que possam não só melhor conhecer a sociedade e as pessoas para quem projetam, mas, principalmente, para que possam refletir criticamente sobre a sua própria inserção nessa sociedade.</p>
<blockquote><p><strong>Max:</strong> Partindo da sua experiencia no desenvolvimento de interfaces gráficas, de maneira breve, qual esperas que seja o futuro das imprentas, dos livros e do uso do papel?</p></blockquote>
<h5>Nunca acreditei na &#8220;morte&#8221; do papel (&#8230;) como apontava um dos textos de um dossiê recente do periódico francês Le Courrier International, é compreender o que os leitores vão buscar em meios eletrônicos, de atualização muito dinâmica, e o que irão buscar em meios impressos.</h5>
<p><strong>Cuducos: </strong>Nunca acreditei na &#8220;morte&#8221; do papel. Talvez seja um lado retrógado, mas não vejo o mundo sem impressos, sem jornais, revistas e livros. O único que acredito deve mudar – como, ao meu ver, já está mudando – é a forma de produção de conteúdo para esses meios. Isso tem muito mais a ver com comunicação do que com design propriamente dito, mas a mudança de foco dos impressos demanda uma adaptação estética também. O que eu acredito que seja crucial, mais ou menos como apontava um dos textos de <a title="Le Courrier International" href="http://www.courrierinternational.com/magazine/2009/972-numero-special-mais-ou-va-la-presse" target="_blank">um dossiê recente do periódico francês Le Courrier International</a><a title="Le Courrier International" href="http://is.gd/1rkNl"></a>, é compreender o que os leitores vão buscar em meios eletrônicos, de atualização muito dinâmica, e o que irão buscar em meios impressos. A ideia que mais me cativa é que, cada vez mais, os jornais na internet vão informando os fatos de forma quase instantânea. Assim, o que resta para o jornal impresso que chega no dia seguinte, ou para a revista que só chega na próxima semana ou próximo mês? Essa é a questão a se pensar, e acho óbvio que a resposta aponta para um conteúdo diferenciado – ao meu ver, análises mais críticas, especializadas e profundas do fatos. Mas enfim, comunicação como um todo não é minha especialidade, logo, esse é só um palpite.</p>
<blockquote><p><strong>Max:</strong> Uma imagem em poucas palavras: Habermas; Dylan; China?</p></blockquote>
<p><strong>Cuducos:</strong> Habermas, Dylan e China em uma imagem? Isso só é possível na imagem de um óleo trifásico: os valores que vejo neles não têm nada em comum a não ser os três estarem no Planeta Terra.</p>
<p>&#8212;</p>
<blockquote><p><em>Eduardo é autor no blog <a title="Cultura em processo" href="http://www.meiaduzia.com.br/culturaemprocesso/">Cultura em processo</a>, possui um <a title="Blog pessoal do Eduardo." href="http://www.meiaduzia.com.br/cuducos/">blog pessoal</a> e também um <a title="@cuducos" href="http://twitter.com/cuducos/" target="_blank">perfil no twitter</a>.<br />
</em></p></blockquote>
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		<title>Javier Cancino Díaz, Vivendo o Design &#8211; 1a. Parte</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Jun 2009 18:17:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Max (M.Gallo)</dc:creator>
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		<category><![CDATA[português]]></category>
		<category><![CDATA[editorial design]]></category>
		<category><![CDATA[guests]]></category>
		<category><![CDATA[interview]]></category>

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		<description><![CDATA[Vivendo o Design: O olhar de Javier Cancino, designer e docente, 47 anos, sobre a vocação e o ensino no Chile. A ideia nesta secção é recolher a diversidade e a mistura de opiniões existentes sobre a vida, perspectivas, opções e o desenvolvimento do design ao nível dos profissionais e académicos do mundo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1101" class="wp-caption alignright" style="width: 94px"><a href="http://communicatheo.com/2009/06/javier-cancino-diaz-viviendo-el-diseno-part1/"><img class="size-full wp-image-1101  " src="http://communicatheo.com/files/2009/08/esp2.jpg" alt="Idioma Original" width="84" height="100" /></a><p class="wp-caption-text">Idioma Original</p></div>
<div id="attachment_1099" class="wp-caption alignright" style="width: 94px"><a href="http://communicatheo.com/2009/06/javier-cancino-diaz-living-the-design-part-1/"><img class="size-full wp-image-1099  " src="http://communicatheo.com/files/2009/08/eng2.jpg" alt="Original Language" width="84" height="100" /></a><p class="wp-caption-text">Official Translation</p></div>
<div id="attachment_585" class="wp-caption alignleft" style="width: 162px"><a href="http://communicatheo.com/files/2009/06/ved190609-01.gif"><img class="size-medium wp-image-585" src="http://communicatheo.com/files/2009/06/ved190609-01-253x300.gif" alt="Javier Cancino Díaz" width="152" height="180" /></a><p class="wp-caption-text">Javier Cancino Díaz</p></div>
<p>O olhar de Javier Cancino, designer e docente, 47 anos, sobre a vocação e o ensino no Chile.</p>
<div><em><strong>&#8212;-<br />
Vivendo o Design: </strong>A ideia nesta secção é recolher a diversidade e a mistura de opiniões existentes sobre a vida, perspectivas, opções e o desenvolvimento do design ao nível dos profissionais e académicos do mundo.</em><em><br />
&#8212;-</em></div>
<div><em><strong>Max:</strong> Dizes que a arquitectura e o design têm muito que ver com vocação. Recordas o momento em que disseste: “isto é o que quero fazer na vida”?</em><br />
<strong>Javier:</strong> Estava no segundo ano na Escola de Arquitectura da Universidade Católica de Valparaíso, em 1981. Acreditava que ia ser um arquitecto, apesar das minhas grandes dificuldades com a matemática. A dado momento vi desdobrar-se uma obra de design gráfico, em grande formato, desde o segundo piso da escola. Era uma peça bastante abstracta, mas cativou-me de tal maneira que foi o que me disse o que eu devia ser; aí decidi que seria essa a minha vida. Para ser honesto não me questionei mais, e não sabia tão pouco o que fazia ao certo um desenhador gráfico. Era, ou éramos, muito ingénuos e românticos nesses tempos. O futuro laboral não nos preocupava, não era sequer tema de conversa. Se calhar até era isso que nos dava mais liberdade para criar, observar, ensaiar, para nos questionarmos. E finalmente, numa perspectiva mais humanista, desenhar e fazer tudo, desde a poesia à filosofia, e à leitura em geral.</div>
<p style="padding-left: 30px"><em><strong>Max:</strong> Hoje em dia manténs uma agitada vida docente. Quando e como chegaste a ela?</em></p>
<p><strong>Javier:</strong> Foi no ano 2000, na Universidade Andrés Bello, em Santiago do Chile. Elaborámos uma cadeira à qual demos o nome de “Oficina Editorial”. Vinha do cargo de Director de Arte das revistas Paula, Cultura Urbana e Caras. Revistas importantes no panorama da imprensa da época neste país.<br />
O mais difícil para mim, à partida, foi o facto de o curso ser ministrado aos sábados, das 9 da manhã ao meio dia. Pensava que não iria ter alunos. Era uma cadeira que tomava lugar depois do frenesim festivo típico da sexta-feira. Achava difícil. Mais ainda, era uma cadeira opcional que obrigava os estudantes a acordar bastante cedo, para um sábado. Ainda assim, foi um êxito. Cheguei a ter uma muito boa média de alunos, que ainda por cima nunca faltavam às aulas. Creio que foi isto que deu azo a que me oferecessem a Cátedra da Oficina Vertical de Design Gráfico. Mas ainda hoje se continua a chamar “Oficina Editorial”.<br />
Kerning, grid e contraformas. Um dos muitos trabalhos onde Javier expõe de forma cuidada os detalhes em que a página impressa, o meio digital (canvas) se aproximam cada vez mais à liberdade de uma folha de papel.</p>
<p style="padding-left: 30px"><em><strong>Max:</strong> Javier, segundo o teu ponto de vista, a que aspectos se devem dar mais relevo na formação de um designer num contexto de constante mudança.</em></p>
<div id="attachment_607" class="wp-caption alignleft" style="width: 209px"><strong><strong><a href="http://communicatheo.com/files/2009/06/ved220609-02.jpg"><img class="size-medium wp-image-607" src="http://communicatheo.com/files/2009/06/ved220609-02-199x300.jpg" alt="Kerning, grid y contraformas. Uno de tantos trabajos en que Javier expone su cuidado en detalles que la página impresa, el medio digital (canvas) cada vez se acercan más a la libertad de una hoja de papel." width="199" height="300" /></a></strong></strong><p class="wp-caption-text">Kerning, grid e contraformas. Um de muitos trabalhos onde Javier explora múltiplos recursos harmonizando o layout de página.</p></div>
<p><strong>Javier:</strong> Para mim isso não é um tema assim tão simples. Vou primeiro tomar as palavras de um grande mestre da Universidade do Chile, por quem tenho muito respeito e admiração, o Sr. Guillermo Tejeda, e depois responderei à pergunta.</p>
<p>“Na obra <em>Ensayar Es Lo Que Vale</em>, Montaigne disse o seguinte: quando dás um passo em direcção àquilo que não sabes é quando começas a ensaiar. Salvater usou a frase, ao reeditar uns ensaios seus. Em relação a mim, escrevo quase sempre ensaiando, ignorando o sítio onde irei parar, e é aí que reside a vivacidade da escrita. De qualquer das maneiras, às universidades e aos fundos de investimento que são aplicados, convém saber ao certo a que conclusão, a que sítio vamos chegar depois de uma investigação, de um texto, um workshop, etc. A cada momento enviam formulários onde cada ficheiro contém uma decisão que exclui outras. Assim não há quem ensaie o que quer que seja, e ainda por cima orgulham-se disso. Essa é uma das minhas grandes incompatibilidades com o sistema cultural instalado. É como se o mais importante fosse demonstrar a própria productividade antes de se começar sequer, porque assim obrigamo-nos a uma série de tarefas, e, para isso, é preciso saber de antemão aquilo que pensamos que poderemos chegar a saber. Uma ordenação maravilhosa que destrói a criação à nascença. Um sistema industrial, científico, onde a contabilidade é indispensável, e a criação um detalhe menor. O meu é o ensaio.”</p>
<h5>Quando dás um passo em direcção ao que não sabes é quando começas a ensaiar</h5>
<p>Pois bem, compartilho absolutamente deste ponto de vista, no que ao campo de estudo do design gráfico diz respeito. Nos meus workshops as pessoas ensaiam, experimentam, questionam-se, atrevo-me até a dizer que este é um espaço de ócio, e não de negócio.</p>
<p>Os meus alunos aprendem fazendo, e há que estar atento, a observar, porque os jovens de hoje, em contraste com o meu tempo, estão a viver algo muito distinto. Por isso a perspectiva sobre as coisas é distinta.</p>
<p>Proponho coisas como ler, compreender o que se lê, reflectir e tomar uma posição, para que assim seja exposto o seu ponto de vista. Portanto é algo que nasce de uma observação, conceito ou ideia que sai da leitura.</p>
<p style="padding-left: 30px"><em><strong>Max:</strong> Tendo em conta que leccionas em três universidades: achas que os designers das diferentes escolas saem como uma oferta distinta ao mercado ou que acaba por se implantar um gene cultural representativo do designer chileno?</em></p>
<p><strong>Javier:</strong> Mmm&#8230;! Retomando as palavras de Tejeda, “as universidades têm grande interesse em saber exactamente a que conclusão, a que sítio vamos chegar depois de estudar design. É como se o mais importante fosse demonstrar a própria productividade”. Aqui mudo um pouco as suas palavras, e digo que é uma ordenação horrorosa que destrói a criatividade à nascença. Um sistema industrial, científico, onde a contabilidade é indispensável, e a criação um detalhe menor. As escolas estão mais preocupadas com aquilo a que chamam de “competências laborais”. Definitivamente, estão a fazer crer aos estudantes que são uma espécie de agências de emprego, e não um sítio onde vão para adquirir conhecimentos. Para mim, o design gráfico, e provavelmente a arquitectura, são carreiras vocacionais; e pelo menos no Chile, trabalhar nestas àreas torna-se cada vez mais difícil, e o espaço para o seu desenvolvimento, cada vez mais escasso. Portanto aqui não creio que as escolas estejam a proporcionar ao mercado diferença alguma, creio que os miúdos estão cada vez mais a seguir o seu próprio caminho, formando colectivos ou fazendo trabalhos um pouco mais alternativos, às vezes vistos como um pouco insuspeitos. Sou bastante criticado pela minha postura “de ruptura” entre os que vejo como mais anacrónicos. Muitas vezes digo que há que levar o problema ao limite, ainda que se fracasse no intuito, mas é nisso que os académicos mais jovens me apreciam, ou os que me conhecem melhor, e entretêm-se com esta aposta.</p>
<h5>Definitivamente estão a fazer crer aos estudantes que são uma espécie de agência de emprego, e não um sítio onde vão adquirir conhecimentos.</h5>
<div id="attachment_610" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-full wp-image-610" src="http://communicatheo.com/files/2009/06/ved220609-03.jpg" alt="Detalle de página impresa diseñada por Javier." width="400" height="601" /><p class="wp-caption-text">Detalhe da página impressa desenhada por Javier.</p></div>
<p style="text-align: center">&#8212;&#8211;Fim da 1a. parte&#8212;&#8211;</p>
<blockquote><p><strong>Communicatheo recomenda:</strong></p>
<p><a title="Eduardo Cuducos, Vivendo o Design" href="http://communicatheo.com/2009/07/eduardo-cuducos-vivendo-o-design/">Eduardo Cuducos, Vivendo o Design</a></p>
<p><a title="Elliot Jay Stocks, Living the Design" href="http://communicatheo.com/2009/06/elliot-jay-stocks-living-design/">Elliot Jay Stocks, Living the Design</a><strong><br />
</strong></p></blockquote>
<blockquote>
<p style="text-align: left">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p style="text-align: left">Volunteer translation by <strong>Gonçalo M. Marques</strong></p>
<p style="text-align: left"><strong>Gonçalo M. Marques</strong> currently attends the University of Coimbra in Portugal and will graduate in Foreign Languages (English/Spanish) next summer 2010. He plans on pursuing a master´s degree in Translation. If you want to contact him for work, please write to: <strong>goncalommarques@hotmail.com</strong></p>
<p style="text-align: left">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
</blockquote>
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		<title>Elliot Jay Stocks, Vivendo o Design</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Jun 2009 19:49:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>courtesy</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Elliot Jay Stocks, Vivendo o Design. “Designer In the Spotlight” é um artigo semanal que Jacob Cass apresenta todos os domingos, para ajudar os mais diversos profissionais da comunidade do design a divulgarem o seu nome, e para educar a comunidade em si, como um todo. No seu blog “Just Creative Design”, Jacob expõe artigos e notícias que interessam especificamente a designers gráficos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1101" class="wp-caption alignright" style="width: 94px"><a href="http://communicatheo.com/2009/06/elliot-jay-stocks-viviendo-el-diseno/"><img class="size-full wp-image-1101" src="http://communicatheo.com/files/2009/08/esp2.jpg" alt="Traducción Oficial" width="84" height="100" /></a><p class="wp-caption-text">Traducción Oficial</p></div>
<div id="attachment_1099" class="wp-caption alignright" style="width: 94px"><a href="http://communicatheo.com/2009/06/elliot-jay-stocks-living-design/"><img class="size-full wp-image-1099" src="http://communicatheo.com/files/2009/08/eng2.jpg" alt="Original Language" width="84" height="100" /></a><p class="wp-caption-text">Original Language</p></div>
<blockquote><p>A Web 2.0 apresenta-nos uma infinidade de conteúdos que se perde entre o seu próprio caos aparente. Vemo-nos imersos num mar de histórias, publicações e opiniões, entre tantas outras que, de tão interessantes, nos resultam impossíveis de ser acompanhadas. Ao convidar um designer a compartilhar connosco a sua experiência, ou melhor, a sua rotina no mundo do design gráfico, temos muito por descobrir, não falando, sequer, de quantos não se identificam com este perfil. Agradecemos a <strong>Jacob Cass</strong> e a <strong>Elliot Jay Stocks </strong> por se “unirem à rede”.</p>
<p><em> </em></p></blockquote>
<p>“Designer In the Spotlight” é um artigo semanal que <a title="Wbsite de Just Creative Design" href="http://justcreativedesign.com/">Jacob Cass</a> apresenta todos os domingos, para ajudar os mais diversos profissionais da comunidade do design a divulgarem o seu nome, e para educar a comunidade em si, como um todo. No seu blog “<a title="Just Creative Design" href="http://justcreativedesign.com/">Just Creative Design</a>”, Jacob expõe artigos e notícias que interessam especificamente a designers gráficos.</p>
<p>Leia o <a title="English version" href="../2009/06/elliot-jay-stocks-living-design/">original em inglês aqui.</a></p>
<p><em> </em><br />
<strong> </strong></p>
<div id="attachment_294" class="wp-caption alignleft" style="width: 60px"><strong><strong><a rel="attachment wp-att-294" href="http://communicatheo.com/2009/06/elliot-jay-stocks-viviendo-el-diseno/ved090409-06/"><img class="size-full wp-image-294" src="http://communicatheo.com/files/2009/04/ved090409-06.jpg" alt="Elliot Jay Stocks" width="50" height="50" /></a></strong></strong><p class="wp-caption-text">Elliot Jay Stocks</p></div>
<h3><strong>Designer In the Spotlight: <a title="Website de Elliot Jay Stocks" href="http://elliotjaystocks.com/">Elliot Jay Stocks</a></strong></h3>
<p><em>Da autoria de Jacob Cass. Domingo, 21 de Dezembro de 2008 – 12h. Tradução de Gonçalo Marques.<br />
</em></p>
<blockquote><p><em><strong>Jacob: </strong>Fala-nos, por favor, sobre ti, sobre as tuas experiências, a tua formação, e aquilo que fazes como designer.</em></p></blockquote>
<p><strong>Elliot:</strong> Durante anos pensei que seria ilustrador, uma vez que passei grande parte da minha infância a desenhar; costumava desenhar e criar diferentes coisas para o colégio, como cartazes para produções teatrais, panfletos para as noites de estreia, esse tipo de coisas. Nos primeiros anos da adolescência, interessei-me muito por livros de banda desenhada, e então comecei a escrever e a desenhar os meus, que imprimia e vendia aos meus amigos do colégio. Estava certo de que seguiria uma carreira como ilustrador de banda desenhada, mas depois descobri a música. Formei a minha própria banda, e foi aí que me meti na arte digital (muito tarde, na verdade – só em 1999), começando assim a desenhar capas de CD. Logo me apercebi de que necessitaria de um sítio na Internet, e o meu interesse pelo meio cresceu.</p>
<p>Fui para a universidade e estudei num curso chamado “<a title="Más sobre Contemporary Media Practice" href="http://www2.northampton.ac.uk/portal/page/portal/Arts/home/Media%20English%20Culture/contemporary%20media%20practice">Contemporary Media Practice</a>”, que era muito vago, mas permitiu-me concentrar os estudos em Média Digital. Os meus conhecimentos em webdesign eram praticamente nulos (não sabia escrever nada em HTML), e aquilo em que me foquei logo, foi o Flash. No decorrer dos meus anos na universidade, comecei a criar sítios na Internet para as bandas dos meus amigos, e por isso, desenvolvi um portfolio rapidamente. Quando saí da universidade tive muita sorte em conseguir um emprego na EMI, a quem (creio que) agradou em muito, o meu portfolio orientado para a música.</p>
<div id="attachment_293" class="wp-caption aligncenter" style="width: 480px"><a href="http://communicatheo.com/files/2009/04/ved090409-01.jpg"><img class="size-full wp-image-293" src="http://communicatheo.com/files/2009/04/ved090409-01.jpg" alt="Clockwork" width="470" height="664" /></a><p class="wp-caption-text">Clockwork</p></div>
<div id="attachment_297" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://communicatheo.com/files/2009/04/ved090409-05.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-297" src="http://communicatheo.com/files/2009/04/ved090409-05-150x150.jpg" alt="Twiistup" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Twiistup</p></div>
<blockquote><p><em><strong>Jacob: </strong>Há quanto tempo desenhas, e o que fez com que te viesses a tornar um artista/designer?</em></p></blockquote>
<p><strong>Elliot: </strong>Oops&#8230; creio que já o mencionei antes! Mas comecei a desenhar “profissionalmente” (ou seja, desde que me licenciei) a partir do Verão de 2004.</p>
<blockquote><p><em><strong>Jacob: </strong>Onde trabalhas, e qual é a tua rotina diária?</em></p></blockquote>
<p><strong>Elliot: </strong>Trabalho para mim mesmo e em casa, mesmo no coração da zona rural inglesa. Em termos de rotina, começo a trabalhar entre as 8.30 e as 9, embora nunca comece nenhum trabalho “a sério” antes das 10. Passo a primeira hora a ver o mail, actualizações RSS, Twitter, a navegar e investigar na rede. Há pouco tempo escrevi sobre o <a title="Write off that first hour por Elliot Jay" href="http://elliotjaystocks.com/blog/archive/2008/write-off-that-first-hour/">porquê deveriamos todos anular essa primeira hora</a>.</p>
<blockquote><p><em><strong>Jacob: </strong>Como trataste do teu marketing pessoal no começo da tua carreira como designer, e em que é que ele se diferencia do modo como o fazes agora?</em></p></blockquote>
<p><strong>Elliot: </strong>Tive a sorte de quase não ter que fazer marketing. Pus o meu síto pessoal em muitas galerias CSS quando o lancei, em Abril de 2007, e isso teve um efeito bola-de-neve imenso, dado que aparecia e estava linkado em muitos outros sítios da Web.</p>
<p>Quando comecei a escrever para revistas e a falar em público, no ano passado, tive que me esforçar um pouco para me projectar (telefonando e enviando mails para revistas como a “.Net”, e pedindo para falar em eventos como a “Oxford Geek Night”). Hoje em dia tenho a sorte de ser convidado para aparecer em eventos, e para escrever em revistas, e ainda não tive que ir “procurar” trabalho – todos os meus clientes me contactaram primeiro. Estou muito grato por isso, e sei que não vai durar para sempre.</p>
<div id="attachment_292" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><strong><strong><a href="http://communicatheo.com/files/2009/04/ved090409-03.gif"><img class="size-thumbnail wp-image-292" src="http://communicatheo.com/files/2009/04/ved090409-03-150x150.gif" alt="Portafolio de Elliot" width="150" height="150" /></a></strong></strong><p class="wp-caption-text">Portafolio de Elliot</p></div>
<blockquote><p><em><strong>Jacob:</strong> Quais são as tuas ferramentas de trabalho? Tudo, desde o hardware, o software até às ferramentas mais tradicionais.</em></p></blockquote>
<p><strong>Elliot: </strong>Desde há uma semana que sou o orgulhoso dono de um MacBook Pro e de um monitor de 24” LED Cinema Display, sendo portanto esse, o meu hardware. Em relação ao software, uso (pouco surpreendentemente) o Photoshop para todos os trabalhos de design, para além do InDesign para os impressos, e crio sítios na web com o TextMate. Outros que uso diáriamente são o Transmit para FTP (File Transfer Protocol – Protocolo de Transferência de Arquivos), MAMP para desenvolvimento local, Things e iCal  para a gestão de tarefas, Scrivener  para os direitos de autor e o Little Snaper para conseguir inspiração para o design.</p>
<blockquote><p><em><strong>Jacob: </strong>Como manejas o lado dos negócios do design? A contabilidade, as facturas , o livro de negócios&#8230;</em></p></blockquote>
<p><strong>Elliot: </strong>Tenho um contabilista que trata dos meus impostos, eu apenas mantenho um registo dos meus lucros e despesas, que lhe passo no fim do ano. A parte dos “negócios” que me cabe (para além de lidar com os clientes), concentra-se em agendar (e reordernar) projectos no Things e no iCal. Nunca subestimem a quantidade de tempo que isso nos pode tomar!</p>
<blockquote><p><em><strong>Jacob:</strong> Onde vais buscar a inspiração, e como te manténs informado daquilo que se passa no meio (do design)?</em></p></blockquote>
<p><strong>Elliot: </strong>Tento tirar o máximo de inspiração possível do mundo offline, porque acredito genuinamente que ir procurar inspiração num único sítio, tornará os teus projectos obsoletos. Ultimamente tenho conseguido ir buscar mais e mais inspiração a trabalhos impressos, mas também frequento alguns sítios na Internet, com galerias onde vou buscar inspiração específica para trabalhos na web. A “<a title="Best Web Gallery" href="http://bestwebgallery.com/">Best Web Gallery</a>” e a “<a title="CSS Beauty" href="http://www.cssbeauty.com/">CSSBeauty</a>”, por exemplo.</p>
<div id="attachment_296" class="wp-caption aligncenter" style="width: 480px"><strong><strong><a href="http://communicatheo.com/files/2009/04/ved090409-02.jpg"><img class="size-full wp-image-296" src="http://communicatheo.com/files/2009/04/ved090409-02.jpg" alt="Mithum" width="470" height="664" /></a></strong></strong><p class="wp-caption-text">Mithum</p></div>
<blockquote><p><em><strong>Jacob:</strong> Podias guiar-nos pelo processo de um projecto, do começo ao seu final?</em></p></blockquote>
<p><strong>Elliot: </strong>Comunica-se com o cliente, para saber porque lhes interessa que trabalhemos juntos, respondo-lhes por mail com detalhes acerca da minha disponibilidade, quanto cobro e sobre todo o processo geral. Eles dão-me mais informação sobre o projecto, e respondo com perguntas que contestem, para que possa, assim, ter um briefing decente. Discutimos e finalizamos a abordagem que vamos ter.  Produzo os wireframes e recebo o feedback (modificando o que seja necessário), e aí, ou lhes entrego os meus arquivos PSD e um manual de design simplificado, se for apenas um só projecto de design, ou começo a desenvolver um sítio na web (de igual maneira, modificando aquilo que seja necessário). Às vezes, peço uma segunda opinião, ou seja, peço ajuda a um amigo para o desenvolvimento do sítio, principalmente quando o código é particularmente complicado e específico.</p>
<blockquote><p><em><strong>Jacob:</strong> Qual é o teu top 3 de sítios na web/livros, e porquê?</em><strong> </strong></p></blockquote>
<p><strong>Elliot: </strong>Oh&#8230; essa é difícil! O (sítio) “<a title="I Love Typography" href="http://ilovetypography.com/">I Love Typography</a>” tem feito coisas muito boas, no sentido de promover um interesse em tipografia, e é também uma boa fonte de inspiração. Há sítios na web que frequento (como mencionei antes), mas não tenho a certeza de que sejam os meus favoritos. Do ponto de vista do design, encanta-me visitar o sítio pessoal de <a title="Jason Santa Maria" href="http://www.jasonsantamaria.com/">Jason Santa Maria</a>, pelo modo como aborda a arte em cada post. Também exploro com alegria qualquer coisa criada por <a title="Miguel Ripoll" href="http://www.miguelripoll.com/">Miguel Ripoll</a>, que é o meu designer favorito. Ah, e o <a title="Tim Van Damme" href="http://timvandamme.com/">Tim van Damme</a> tem feito trabalhos incríveis, recentemente, como o <a title="Website &quot;24 ways&quot;" href="http://24ways.org/">http://24ways.org</a>.</p>
<blockquote><p><em><strong>Jacob: </strong>Qual o melhor conselho que poderias dar a alguém que está a começar?</em></p></blockquote>
<p><strong>Elliot: </strong><a title="Un articulo de Elliot" href="http://elliotjaystocks.com/blog/2008/build-your-profile-to-get-more-freelance-work/">Trabalha para “o homem”</a> antes de entrares na via do freelance, assim que sais da universidade.</p>
<blockquote><p><em><strong>Jacob: </strong>Muito obrigado, Elliot, por nos deixares tomar-te o tempo para esta entrevista.</em></p></blockquote>
<blockquote>
<p style="text-align: left"><em>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</em></p>
<p style="text-align: left"><em>Volunteer translation by <strong>Gonçalo M. Marques</strong></em></p>
<p style="text-align: left"><em><strong>Gonçalo M. Marques</strong> currently attends the University of Coimbra in Portugal and will graduate in Foreign Languages (English/Spanish) next summer 2010. He plans on pursuing a master´s degree in Translation. If you want to contact him for work, please write to: <strong>goncalommarques@hotmail.com</strong></em></p>
<p style="text-align: left"><em>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</em></p>
</blockquote>
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